VIDEO DA OPINIÃO DA APRESENTADORA DO SBT
Em
primeiro lugar, a decisão da juíza
em relação à citação “Deus seja louvado” nas notas de Real é sim um
posicionamento
do Estado na vida dos indivíduos, já que o direito em não crer em um ser
superior
também é garantido aos ateus (mais de 15 milhões de brasileiros). E se
nossa moeda, um bem público, de uso de todos, invoca algum tipo de
espiritualidade ou religiosidade, os ateus então estão sim, pagando
também com seus impostos para que essa idéia seja propagada. A nossa
estimada apresentadora Rachel Sheherazade erra feio ao afirmar que
“liberdade,
honestidade, respeito e justiça” são preceitos do cristianismo, como se
fossem
preceitos exclusivos e lançados na humanidade pela religião cristã. A
estimada repórter
parece desconhecer totalmente os rudimentos da história da humanidade.
Tudo que
existe hoje de desenvolvimento cultural, artístico, social, esportivo e
político
no mundo ocidental, teve seu inicio na Grécia. A Grécia Antiga
(politeista) é considerada pelos
historiadores como uma civilização de grande esplendor cultural. Os
gregos
desenvolveram a filosofia, as artes, a tecnologia, os esportes e muito
mais.
Tamanha era a importância desta cultura, que os romanos, ao invadir a
Península
Balcânica, não resistiram e beberam nesta esplendida fonte cultural,
além de serem os Romanos, aqueles que levaram a democracia e a república
ao mundo civilizado justamente pela influencia Grega. Além dessa
civilização totalmente Politeísta e não cristã como parece desconhecer a
cara
Rachel, temos também outras civilizações não cristãs que influenciaram
mais
ainda a nossa sociedade com os preceitos da liberdade, justiça,
honestidade e
respeito. Relembremos os Sumérios com a primeira forma de escrita, a
matemática
e astronomia. Somente relembrando a história, a “santa inquisição” não
demonstrou
respeito aos Judeus, aos cientistas e muito menos as mulheres. Galileu
Galilei foi perseguido por suas descobertas científicas a respeito da
rotação
da terra. Onde estava a liberdade e justiça da “santa igreja cristã”
cara Rachel?
Se pesquisarmos mais ainda, veremos como outras culturas não cristãs
influenciaram
nossa sociedade. Se analisarmos a cultura islâmica veremos que
eles trouxeram grandes inovações a ciência, como Jabir Ibn Hayyan que
era
conhecido pelo nome latino de Geber, é considerado o pai da química, que
vem do
árabe “alchemia” (Alquimia). Já Alkhawarizmy, conhecido como “algorismo”
em
latim, desenvolveu a moderna álgebra, trigonometria, e claro, o uso dos
algoritmos.
Al-Zahrawi
conhecido como “Albucasis” é reconhecido como pai da cirurgia moderna tendo
inventado mais de 200 instrumentos cirúrgicos, muitos desses ainda em uso nos
dias de hoje. Se analisarmos o sagrado
Alcorão, ele deu as mulheres a mais de 1400 anos, o direito ao voto, coisa que
no Brasil só aconteceu há um pouco mais de 80 anos e no mundo ocidental isso
aconteceu depois das lutas no século XIX na Inglaterra e Estados Unidos. Então provando o erro histórico grosseiro de
Rachel, vamos à questão da perseguição, não por parte dos defensores do estado
laico, mas sim dos “pseudo-cristãos” ao direito das pessoas de ter opiniões
dissonantes. Em primeiro lugar, os
defensores do estado laico, preceito garantido pela constituição não defendem o
fim do ensino religioso, como afirma de forma enganosa a conterrânea repórter,
e sim o fim do ensino puramente cristão. Se estudarmos todas as religiões de
forma histórica e entendermos seus preceitos, ao invés de apenas uma, as
crianças e conseqüentemente a sociedade conhecerá a verdade sobre outras
crenças, acabando com a intolerância religiosa, o desrespeito e a arrogância daqueles
que se acham donos da verdade, pois de acordo com Einstein, tudo é relativo,
inclusive o conceito de “verdade”. Quanto
às cruzes em repartições públicas, que são mantidas pelos impostos de todos, é
injusto ter símbolos religiosos de um credo somente, comprados e pagos pelos
impostos de todos os cidadãos, religiosos ou não, de várias crenças diferentes
de uma nação tão heterogênea como a brasileira. Além disso, se usarmos o
principio constitucional da igualdade (TODOS SOMOS IGUAIS PERANTE A LEI) nessas
repartições também deveriam ter símbolos pagãos, da Wicca, do Candomblé, da
Umbanda, dos Muçulmanos, dos Hinduístas, dos Hare Krishna, dos Budistas, dos
Judeus e de todas as religiões encontradas no território nacional. Ou seria
melhor eliminar todas, já que a constituição diz que o estado é laico? Ingratidão cara Rachel, é a das pessoas que
se dizem cristãs, mas em rede nacional ridicularizam e demonizam pessoas que
pensam ou agem diferente. A carta magna é o que nos rege, e ela é que está
sendo aviltada e desrespeitada por pessoas de mente fechada e intolerantes que
preferem um discurso bonito a agir para ajudar as pessoas. Gandhi uma vez disse que acreditava no Cristo,
mas não nos cristãos justamente pela falta de ações dos mesmos. Vemos muitas
pregações e sobre amor, mas na hora de respeitar o homossexual, a lésbica, o
negro, as minorias, nós mesmos, os nordestinos, dos africanos que morrem em
guerras e de fome, os palestinos, sim os palestinos, que são massacrados com as
benesses da América cristã. Na hora de alimentar famintos, de ajudar doentes,
de doar seu tempo e dinheiro ajudando os pobres, ficam em zona de conformo
apenas discursando, falando e em nada agindo. Esquecem os preceitos cristãos genuínos de “fé
sem obras é morta”, ou de “amem ate mesmo seus inimigos.
Uma pena ver que você meteu os pés
pelas mãos e foi totalmente infeliz nas suas colocações equivocadas
historicamente e totalmente parciais. Se a maioria é o que conta, que tal então isentar
totalmente os impostos dos não cristãos? Afinal eles são minoria certo? Ou melhor, vamos
eliminar os direitos da minoria, vamos criar campos de concentração, vamos
censurar as opiniões contrárias, vamos criar câmaras de gás, campos de extermínio,
afinal, as minorias tem de se calar e aceitar tudo não é?
Muitos esquecem que a espiritualidade ou falta dela é algo totalmente pessoal, e nem o Estado, nem qualquer simbolo ou Instituição pode ser partidária dessa ou daquela crença. Todos tem direitos iguais, tem deveres iguais. Fico lembrando do meu bom pai, homem que nos ensinou a honestidade, o respeito e a hombridade mesmo sem ter nenhuma religião ou mesmo acreditar em Deus, pois a liberdade, respeito e honestidade são preceitos de um bom caráter, e não propriedade de uma religião.
Muitos esquecem que a espiritualidade ou falta dela é algo totalmente pessoal, e nem o Estado, nem qualquer simbolo ou Instituição pode ser partidária dessa ou daquela crença. Todos tem direitos iguais, tem deveres iguais. Fico lembrando do meu bom pai, homem que nos ensinou a honestidade, o respeito e a hombridade mesmo sem ter nenhuma religião ou mesmo acreditar em Deus, pois a liberdade, respeito e honestidade são preceitos de um bom caráter, e não propriedade de uma religião.
É Graduado em Letras, Pós-Graduando em Educação Ambiental
Empresário Independente
Ex-Seminarista e Ex-Pregador Evangélico
Presidente do Municipal do Partido Trabalhista Nacional em João Pessoa
Chefe de Divisão de Arquivos da SUDEMA-PB
Escritor, Conferencista, Estudioso das Civilizações Antigas.
Email: ericksonlr@gmail.com
Twitter: @ericksonribb








Em
1820, um engenheiro francês chamado Louis Jumel investiu na produção de
algodão, obtido no Egito. Segundo o professor e pesquisador Albert
Hourani, “dessa época em diante, um volume cada vez maior da terra
cultivável do Egito foi destinada à produção de algodão, quase todo para
exportação para a Inglaterra. Nos quarenta anos após a iniciativa de
Jumel, o valor das exportações de algodão egípcio aumentou de quase nada
para 1,5 milhão de libras egípcias em 1861. (A libra egípcia equivalia
mais ou menos à libra esterlina)”. E isso é apenas um exemplo...
Por
mais que discursos rasos a respeito do oriente sejam comuns, é sabido
por muitos que a democracia é hoje uma ditadura velada. Basta se
analisar os índices de encarceramento e homicídios nas ditas sociedades
mais democráticas, e compará-los inclusive com as indesejáveis ditaduras
de ontem e de hoje. Em outro trecho da tese de Cremonese, ele diz: “Em
tudo o que concerne a essa questão (colonização no oriente médio),
observam-se claramente os mais importantes princípios da ordem mundial:
assuntos mundiais são controlados pela Regra de Força, enquanto se
confia nos intelectuais para dissimular a realidade e servir aos
interesses do poder”. E fica claro que o controle das “versões
oficiais”, sobretudo as veiculadas pela mídia, está nas mãos dos grandes
grupos econômicos, seja sobre assuntos mundiais ou aspectos locais, que
possam ser preocupantes para a imagem da “justa democracia ocidental”.
Contrariando a fala de Jabor, a verdade é que talvez seja mais fácil
governar uma sociedade que vive sob uma “democracia”, pois esses “povos
livres e democráticos” talvez sejam os reais obedientes do sistema, e um
sistema perverso. O povo livre e democrático de hoje carrega no peito
lemas como “bandido bom é bandido morto”, “rouba mas faz” e, quando
busca manifestar opiniões de “protesto”, transformam ideologias e a
subversão em festa, movimentada por jovens de uma classe média pouco
ciente do poder que têm na vida política da sociedade, manipulada pelo
“kitsch da Grande Marcha”.
Voltando
ao oriente, é importante destacar que a democracia e o progresso
ocidental matou no Iraque mais de 114 mil civis no período de 2003 a
2011, de acordo com dados do projeto Iraq Body Count, e 8,54% dessas
mortes eram de crianças abaixo de 18 anos. Além desse exemplo, o que
dizer do governo mais “democrático” do Oriente Médio, Israel, que desde o
início de 2012 mantém em suas prisões mais de 250 detentos
administrativos – sem julgamento ou acusação formal – e que, dentre
esses, 8 são membros do Parlamento, além de ainda manter, sob acusação,
outros 23 parlamentares encarcerados? Parece mesmo um modelo político
livre e democrático? E será mesmo que os padrões ocidentais consideram
publicamente justo manter 210 crianças, muitas abaixo dos 16 anos,
encarceradas por serem acusadas de jogar pedras contra tanques? Não, nós
não expressamos publicamente repúdio a tais violações, pois a “Regra de
Força” fala mais alto no Ocidente, e isso, sinceramente deveria nos
causar vergonha. Vergonha sublinhada ao que o jornalista se refere como
atraso de milênios e que se traduz nas violações sofridas por anos de
colonização do Oriente Médio pela Europa e EUA.






